BHub

Da visibilidade financeira a uma plataforma para o empreendedor

Como Product Manager, participei da construção da área de Produto e Design e liderei a evolução do Hub do Empreendedor, da visibilidade financeira a uma plataforma B2B mais ampla.

Meu papel
Product Manager → Group Product Manager
Período
2022 → 2025
Contexto
SaaS B2B · Plataforma financeira · PMEs

Empresa

A BHub é uma empresa de tecnologia focada em serviços de backoffice financeiro, contábil e operacional para pequenas e médias empresas.

A experiência

Atuei primeiro em Financial Viability e depois em Plataformas. Participei da construção da área de Produto e Design e liderei a criação e evolução do Hub do Empreendedor, que passou de uma proposta de visibilidade financeira a uma plataforma capaz de conectar informações, serviços e oportunidades de negócio.

Telas do Hub do Empreendedor em diferentes momentos da evolução do produto

Impacto em destaque

contas B2B ativas ao longo da evolução do Hub
0 → 500+

Um problema maior do que um dashboard.

O desafio não era apenas exibir gráficos. Dados financeiros e contábeis estavam dispersos; a oportunidade era ajudar o empreendedor a entender o negócio, reconhecer sinais relevantes e decidir com mais clareza.

O Hub começou pela visibilidade financeira e, ao longo do tempo, incorporou novas capacidades. A questão de produto passou a ser como transformar informação em valor percebido, uso recorrente e serviços úteis.

Construir o produto enquanto a área ganhava forma.

Comecei liderando a construção e evolução do Hub do Empreendedor. Em paralelo, participei da formação e evolução dos times de Produto e Design: apoiei contratações, definição de papéis, organização dos times, rituais, priorização e processos de decisão, aproximando Produto, Design e Engenharia. Antes da formação do time de Design, desenvolvi os primeiros protótipos.

Com o crescimento da estrutura, passei a liderar PMs e designers. Meu escopo se ampliou para a estratégia de Plataformas, conectando Produto, Tecnologia e negócio em decisões com Engenharia, Dados, Operações, Marketing, Growth e liderança. Pesquisa com usuários, roadmap, prototipação, experimentação e acompanhamento de resultados continuaram a orientar as prioridades.

  1. Produto 0→1
  2. Liderança de times
  3. Estratégia de Plataformas

Criar valor a partir dos dados financeiros.

A primeira proposta reunia entradas, saídas, cash burn, runway e movimentações financeiras antes fragmentadas. Depois vieram relatórios, fluxo de caixa, orçamento, documentos, indicadores e contas a receber.

A decisão importante era não tratar o Hub como um dashboard com mais gráficos. A discussão avançou da visualização para interpretação e, então, para oportunidades de novos produtos e serviços.

  1. Visibilidade
  2. Informação
  3. Insights
  4. Serviços

Transformar acesso em adoção.

Criar uma conta ou lançar uma funcionalidade não significava uso real. O time acompanhava criação de contas, aceite de convite, primeiro acesso e recorrência para entender onde a adoção perdia força.

Painel de analytics do Hub do Empreendedor com indicadores de acesso e frequência
Acompanhamento de uso, frequência e comportamento no Hub.
  1. Conta criada
  2. Convite aceito
  3. Primeiro acesso
  4. Uso recorrente

Esses sinais tornaram a ativação um problema de Produto, além de comunicação e implantação. Em diferentes momentos, formulamos hipóteses, testamos mudanças e acompanhamos o aprendizado com base em comportamento e pesquisa com usuários.

De produto a plataforma.

Com o amadurecimento do Hub, a pergunta mudou: que capacidades poderiam ampliar valor para o cliente e habilitar novos serviços? A evolução conectou fontes e jornadas como Omie, Data Lake, suporte, documentos e orçamento.

Também testamos modelos de acesso, distribuição e monetização: Freemium, Premium com dados integrados via Omie, ambientes Demo, Trial e CFO as a Service. Eram alternativas para aprender como o valor poderia ser percebido, distribuído e sustentado — não uma sequência linear de sucessos.

Cocriamos a oferta de CFO as a Service, que exigiu decisões de posicionamento, go-to-market, adoção e capacidade operacional. Uma oportunidade comercial atraente precisava também poder escalar de forma sustentável.

  1. VisibilidadeDashboard e relatórios
  2. AdoçãoMobile e ativação
  3. IntegraçãoOmie, Data Lake e indicadores
  4. PlataformaModelos e novos serviços
  5. InteligênciaDados para apoiar decisões

A passagem de dados para insights abriu espaço para iniciativas de IA no contexto financeiro, como extensão da estratégia de produto.

De iniciativa 0→1 a uma plataforma em uso.

O Hub saiu do 0→1 e chegou a 500+ contas B2B ativas ao longo de sua evolução. Deixou de ser apenas uma camada de visibilidade financeira para conectar capacidades, modelos e serviços.

A plataforma passou a apoiar também decisões de adoção, distribuição, novas ofertas e oportunidades de monetização. Esse resultado é do trabalho coletivo e não equivale às métricas corporativas da BHub.

O produto também ganhou visibilidade fora da empresa.

Publicações externas registram o lançamento do Hub e sua evolução. Elas não são a fonte da métrica de contas ativas apresentada acima.

Plataforma não é acumular funcionalidades.

Escala depende da combinação de valor percebido, adoção, qualidade dos dados e capacidade operacional. Nem toda funcionalidade gera uso; nem toda oferta merece escala.

Dados só se tornam produto quando ajudam alguém a tomar uma decisão melhor.