Prognum

Destravando a originação de crédito imobiliário

Na Prognum, liderei a evolução da Esteira Digital de originação de crédito imobiliário, conectando discovery B2B2C, integrações, operação e estratégia de negócio.

Meu papel
Product Lead — Jornada de Originação de Crédito
Período
2025 → 2026
Contexto
Crédito imobiliário · Originação de crédito · B2B2C · Instituições financeiras

Empresa

A Prognum desenvolve tecnologia para crédito e atua desde a originação até a gestão dos contratos.

A experiência

A Esteira Digital conecta a jornada de contratação a serviços e integrações para instituições financeiras. Liderei sua evolução para reduzir atritos, melhorar a experiência, ganhar eficiência operacional e tornar a solução mais clara e comercializável. A iniciativa já existia antes da minha chegada.

Jornada digital de originação entre comunicação, área logada e assinatura

Impacto em destaque

operando ou implantando a Esteira Digital no material consolidado
5 instituições
mais rápido em uma etapa operacional real de leitura e estruturação de documentos
até 7×
relevante, projetado a partir da estruturação do modelo econômico; não é receita realizada
Potencial de receita
Instituições financeiras com iniciativas da Esteira Digital

Uma jornada complexa, fragmentada e cheia de dependências.

A originação de crédito imobiliário vai da simulação e proposta à análise, formalização, assinatura e registro. Nela, cliente, instituição financeira, operação, sistemas, documentos, parceiros e regras de negócio precisam funcionar juntos.

Processos manuais, retrabalho, dependência de terceiros e pouca visibilidade das pendências criavam atrito para quem contratava e para quem operava. O objetivo era tornar a contratação mais simples, transparente e escalável.

  1. Simulação
  2. Crédito
  3. Avaliação do imóvel
  4. Jurídico
  5. Assinatura e registro

Entender a operação antes de evoluir o produto.

O discovery precisava revelar como a jornada B2B2C acontecia entre seus diferentes atores. Mapeei etapas, handoffs, regras, dependências e trabalho manual; conversei com clientes, operação e áreas internas para identificar gargalos de tempo, visibilidade e experiência.

Esses sinais, junto aos requisitos de integrações, viraram hipóteses e prioridades de produto. A participação na MIP da Caixa também trouxe aprendizado prático sobre fluxos, tecnologias e fornecedores integrados à originação.

  1. Cliente final
  2. Instituição financeira
  3. Operação
  4. Parceiros
  5. Sistemas e regras

Transformar uma iniciativa em algo executável.

A Esteira Digital já existia como visão e proposta de mercado. Meu papel foi ajudar a conectar produto, tecnologia, operação, parceiros e negócio para colocá-la em jornadas reais, com escopo e prioridades mais claros.

Atuei em estratégia, roadmap, acompanhamento técnico, implantação e conversas com clientes e Comercial. A pergunta deixou de ser quais funcionalidades acrescentar e passou a ser quais capacidades eram necessárias para operar e escalar a solução.

  1. Visão
  2. Produto
  3. Operação
  4. Receita

A originação dependia de muitas peças funcionando juntas.

A Esteira conectava o módulo de Originação da Prognum, sistemas das instituições e serviços externos. Gestão de parceiros e alinhamentos técnicos faziam parte da responsabilidade de Produto: entender APIs, requisitos, dependências, SLAs, modelo comercial e o efeito de cada serviço na jornada.

Entre as capacidades estavam documentos e OCR, análise de crédito, avaliação de imóvel, certidões, assinatura e registro eletrônico. O objetivo era integrá-las como uma experiência coerente, sem tratar cada fornecedor como uma funcionalidade isolada.

Arquitetura modular de serviços integrados à originação de crédito
Serviços e integrações orquestrados ao longo da jornada de originação.

Dar dimensão econômica às decisões de produto.

Estruturei uma visão para comparar volumetria, pricing, custos de fornecedores, margem, esforço, reaproveitamento entre clientes e potencial de receita. Eram cenários para decidir e apoiar o Comercial, não receita já realizada.

Um exemplo foi a escolha de capacidade entre OCR e emissão de certidões. Ao comparar valor para o cliente, impacto na jornada, oportunidade comercial, margem, esforço e reaproveitamento, as certidões mostraram maior potencial imediato. Recomendei concentrar mais capacidade nessa frente e manter OCR em evolução incremental.

O ponto era usar a viabilidade de produto e negócio para priorizar, sem transformar a página em uma planilha de projeções.

Produto também precisava ganhar o mercado.

Trabalhei com Comercial e liderança na narrativa da Esteira, materiais, demos, apresentações, propostas, posicionamento e modelos comerciais. Conversas com clientes e parceiros alimentavam de volta o discovery e o roadmap.

No evento Futuro do Crédito, no Google for Startups, apresentei a solução a um público que incluía profissionais estratégicos de 25 instituições financeiras. Foi uma evidência externa da proposta de valor levada ao mercado.

Apresentando a Esteira Digital ao mercado.

Menos atrito para o cliente. Menos trabalho manual para a operação.

A evolução buscava mais transparência, comunicação e autosserviço na contratação, ao mesmo tempo que reduzia tarefas manuais na formalização.

Em um recorte público do Banco Inter, a leitura e estruturação de documentos por OCR processou 4.000+ documentos. Uma tarefa que levava mais de 11 minutos passou a levar pouco mais de 1 minuto — resultado descrito como até 7× mais rápido naquela etapa operacional.

Em outro caso apresentado pela Prognum, a comparação da jornada completa foi de 51 dias sem Esteira, 17 dias com Esteira e 6 dias em um cenário digital de SP. São recortes específicos, não uma promessa de prazo para todos os clientes.

Comparação de eficiência entre processo manual e leitura automatizada com IA

De potencial técnico a oportunidade comercial concreta.

O modelo econômico tornou o potencial da Esteira mais tangível e aproximou roadmap, parceiros e oportunidades comerciais. O material consolidado registra 5 instituições operando ou implantando a solução.

O avanço foi criar condições para Produto, Tecnologia, Operação, parceiros e Comercial trabalharem de forma mais coordenada. A frente de receita era potencial projetado, não faturamento realizado atribuído à Esteira ou à minha atuação individual.

A evolução também ganhou validação externa.

Estas publicações complementam os recortes operacionais e mostram a solução em uso, experimentação e apresentação ao mercado.

Produto só destrava quando negócio, tecnologia e operação destravam juntos.

Em um produto enterprise complexo, uma boa solução técnica não basta. É preciso entender a jornada, escolher os problemas que merecem investimento, integrar parceiros e construir viabilidade econômica com clientes, Engenharia, Operação e Comercial.

Essa experiência reforçou a importância de conectar experiência, tecnologia e negócio para que a solução seja adotável, operável e sustentável.